27 de janeiro de 2014

Copa pra quem?


Texto e fotos por Tati Alvarenga
Sábado (25) a Avenida Atlântica em Copacabana, cituada na Zona Sul do Rio de Janeiro, recebeu dezenas de pessoas que foram as ruas manifesta contra a Copa do Mundo, que será sediada pela 1ª vez este ano, no Brasil. Os ativistas  acreditam que o dinheiro investido no Megaevento, deveria  ser usado em favor de áreas caóticas. Não só no Rio de Janeiro, mas em todo Brasil, onde os maiores problemas são: saúde, educação e transporte público.
                                      
Desde de junho 2013, a população já  não é mais a mesma: pacífica, omissa, que aceita qualquer informação ou opinião, sobre assuntos de interesse do povo. Por exemplo, é nítida a crise vivida pelo SUS (Sistema único de saúde) em todo país.  E quando assunto é educação, a única diferença é o ambiente mudar  de hospital para um colégio. O ensino no Brasil é precário e não retrata uma didática que leve interesse ao aluno. O transporte público, revela para quem quiser ver, a humilhação que o trabalhador sofre todos os dias para garantir o sustento de sua família. Com tanta desigualdade, as ruas se tornaram o berço do grito, desabafo dessas pessoas que resolveram não se calar por um motivo maior. Queremos uma vida com padrão Fifa de qualidade para o brasileiro!

16 de dezembro de 2013

“Vacinar” o mosquito para combater a dengue

Fiocruz inicia testes para controlar a doença

Por Eliano Félix

Uma das doenças que tem preocupado não só os moradores da Maré mas, do país inteiro, é a dengue. Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está realizando método de vacinação do mosquito da dengue, utilizado em outros países, onde principal função é imunizar o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença. 
O Cidadão entrevistou Luciano Moreira, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e líder do projeto “Eliminar a dengue: Desafio Brasil”.
 
Charge por: Jhenri

O Cidadão - Gostaríamos de saber como é esta  descoberta e teste de "vacinação" do mosquito da dengue?
Luciano Moreira - Trazido ao Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’ utiliza a bactéria Wolbachia para bloquear a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti de forma natural e autossustentável. O projeto integra o esforço internacional sem fins lucrativos do Programa ‘Eliminate Dengue: Our Challenge’ (Eliminar a Dengue: Nosso Desafio), que testa o método na Austrália, Vietnã, Indonésia e, agora, Brasil.
A pesquisa demonstrou em laboratório que, quando é introduzida no Aedes aegypti, a bactéria Wolbachia, presente em 70% dos insetos na natureza, atua como uma ‘vacina’ para o mosquito, bloqueando a multiplicação do vírus dentro do inseto. Como consequência, a transmissão da doença é impedida. A Wolbachia é uma bactéria intracelular e não existem evidências de qualquer risco para a saúde humana ou para o ambiente.
O método de controle é baseado na soltura programada dos mosquitos com Wolbachia, que, ao se reproduzirem na natureza com mosquitos locais, passam a Wolbachia de mãe para filho através dos ovos. Com o passar do tempo, a expectativa é de que a maior parte da população local de mosquitos tenha Wolbachia e seja incapaz de transmitir dengue.

OC - Como está a pesquisa no momento?
L.M -  Atualmente, equipes de Entomologia de Campo e de Engajamento Comunitário atuam em quatro localidades nas cidades do Rio de Janeiro e em Niterói que estão em estudo para futuros testes de campo, com a soltura de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia. Estamos confiantes de que esta estratégia científica inovadora possa de fato contribuir para, futuramente, abrir uma nova alternativa de controle da dengue, baseada no bloqueio do vírus dentro do Aedes aegypti, cooperando assim para a melhoria da saúde da população.

 OC - Em que bairros estão sendo realizados os testes?
 L.M - As equipes de Entomologia de Campo e de Engajamento Comunitário, que atuam nos Bairros de Vila Valqueire, Grajaú e Tubiacanga, no Rio de Janeiro, e de Jurujuba, em Niterói, contam com o apoio de um grupo de especialistas em modelagem matemática, que desenham modelos dedicados a prever a dispersão dos mosquitos na fase de soltura. Estas equipes realizam os trabalhos de campo semanalmente nas áreas estudadas. Os mosquitos de cada localidade, estão sendo analisados com base da captura em armadilhas especiais, que estão instaladas nas residências de moradores voluntários, os ‘anfitriões’ do projeto”. “A transparência junto aos moradores é uma prioridade. Por isso, esforços têm sido dedicados a garantir a informação e esclarecimento dos parceiros locais.


 OC - O que é feito após a captura do mosquito?
 L.M - Nos Laboratórios da Fiocruz, os mosquitos Aedes aegypti coletados nas localidades estudadas são cruzados com mosquitos com Wolbachia importados da Austrália com a autorização do IBAMA. Estes mosquitos se reproduzem a partir de um processo chamado ‘backcrossing’, dando origem a ovos que nascem naturalmente com Wolbachia. Os primeiros resultados comprovam o sucesso da experiência e os novos ovos são armazenados para testes futuros. Os mosquitos serão estudados para verificação da sua capacidade de se reproduzir com os mosquitos locais, gerando populações de mosquitos com Wolbachia e, portanto, incapazes de transmitir a dengue. Após a aprovação regulatória junto aos órgãos competentes, serão realizados os testes em campo, que consistem na soltura de Aedes aegypti com Wolbachia nas áreas estudadas.

 OC – Qual a recomendação da Fiocruz para a Maré e os bairros vizinhos visando a prevenção do mosquito da dengue?
É necessário que todos estejam mobilizados para impedir que o mosquito Aedes aegypti  chegue a sua fase adulta, pois só o adulto transmite dengue, porque só o adulto (na prática, apenas a fêmea) se alimenta de sangue. Vale ressaltar que o mosquito transmissor da dengue vive e se reproduz dentro das nossas casas. Do ovo até o mosquito adulto são aproximadamente 7 a 10 dias. É importante destacar que o controle da dengue também depende de educação, de consciência sobre cidadania. O mosquito que nasce no meu quintal pode ser o responsável pela transmissão da doença ao meu vizinho. E vice-versa.

Por isso, alguns cuidados básicos em relação aos reservatórios de água são  fundamentais para o controle do Aedes, vetor da dengue: tampar bem caixas e tonéis de água, desentupir ralos e calhas que possam acumular água, jogar fora pneus velhos, evitar deixar garrafas e recipientes que possam acumular água da chuva em área descoberta e virá-los de cabeça para baixo, eliminar pratinhos com água embaixo dos vasos de planta, além de bandejas de geladeira e de ar-condicionado que também podem se tornar criadouros do mosquito da dengue. Por isso, é fundamental a mobilização popular agindo na limpeza de criadouros. Assim, é possível interferir no desenvolvimento do vetor, impedindo que ovos e larvas se transformem em adultos. 

25 de outubro de 2013

Liga das Associações
16 líderes comunitários da Maré se unem em busca de uma melhor qualidade de vida para os moradores.
Texto e fotos por Eliano Félix
Na busca de melhores serviços para o Conjunto de Favelas da Maré, como novas parcerias e projetos visando uma melhor qualidade de vida para os moradores, desde o dia 5 de junho de 2013, os presidentes das 16 Associações de Moradores da Maré vem se reunindo em encontros semanais itinerantes (uma vez por semana, sempre em uma associação diferente), dessa união foi criada a “Liga das Associações”, nome dado ao grupo dos presidentes.
Nessas reuniões, cada presidente apresenta uma carência a ser resolvida para seus moradores, todos discutem juntos e buscam solucionar de forma conjunta, na busca de parcerias ou diretamente com a prefeitura ou governo do estado, em contato com as secretarias de iluminação, saneamento, saúde, limpeza, obras e pavimentação.
Eleitos para representar o interesse dos moradores, os líderes comunitários encontram diversos problemas no dia-a-dia de suas administrações, pois não recebem verba pública alguma. Salvo, quando vendem algum documento, como o de compra e venda de algum imóvel local. Sócios contribuintes são bem poucos, um número quase insignificante para se ter recurso. E, para garantir um melhor atendimento aos serviços básicos, como saúde, educação, lazer e infraestrutura, o que não é obrigação dos líderes comunitários e sim, do poder público, os 16 presidentes tem intercedido junto aos governos municipal e estadual, para a garantia desses direitos. 
Um exemplo da representação e força da Liga das Associações, foi a reunião com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, no dia 6 de setembro, em seu gabinete. Na reunião, Paes afirmou para os líderes que vai implantar na Maré o programa Bairro Maravilha, com obras previstas para o início de 2014. O prefeito havia agendado um encontro com os presidentes, no Conjunto Esperança, no dia 28 de setembro, onde anunciaria o programa, mas devido a um imprevisto, o evento foi cancelado.
No dia 9 de outubro, outra reunião aconteceu no Conjunto Bento Ribeiro Dantas, com a presença do coordenador geral e coordenador médico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), Roberto Simões e Edson Santana respectivamente, além de Luciano Freitas, técnico de campo da Light.
Os líderes comunitários apresentaram os problemas e suas demandas, de acordo com cada setor, buscando um melhor atendimento, preocupados principalmente, com a chegada do verão e época de férias escolares, período crítico no caso das duas áreas.
Charles, presidente da associação de moradores do Timbau, questionou a falta de comunicação entre a administração da UPA e as associações da Maré, e cobrou a volta das reuniões mensais para esclarecimentos e acertos no atendimento aos moradores.
Já Roberto Simões, salientou a importância da parceria com as associações, e se dispôs a ajudar, se colocando em contato com os presidentes. Disse ainda que, o período mais crítico da UPA é na época da dengue (férias escolares), mas existe estoque de medicamento para atendimento.
Com relação à Light, a maior preocupação dos 16 presidentes é com a constante falta de energia, principalmente com a chegada do verão.
Luciano Freitas informou que o plano verão da Light deu início no dia 15 de outubro e vai até o dia 15 de março de 2014, e se disponibilizou a atender os presidentes na troca de postes, transformadores vazando, e rede partida.

No dia 19 de outubro, no Museu da Maré, as associações de moradores receberam doações de computadores, através do projeto DaMaré e do secretário estadual do ambiente, Carlos Minc, e poderão montar telecentros comunitários, contribuindo para a formação educacional de crianças do conjunto de favelas da Maré. Veja matéria na íntegra aqui  http://bit.ly/1iguCDM

Atenção, orientação para falta de luz!
Na falta de luz em sua casa, primeiro entre em contato com a Light através do telefone 0800 021 0196 ou envie uma mensagem de texto com o código de instalação (número que vem na conta de luz) para 54448. Anote o número do protocolo de sua solicitação, caso a energia não seja reestabelecida em pelo menos 6 horas, aí sim, entre em conato com a associação de moradores, levando o número do protocolo e a conta de luz, a associação fará o contato com o técnico da Light responsável pela Maré. Caso a falta de energia se torne algo constante, os 16 presidentes das associações irão recorrer ao Ministério Público e os protocolos serão utilizados como comprovação do problema. 

24 de outubro de 2013

Carlos Minc doa computadores reciclados e anuncia obras no Complexo da Maré

Foto por Luiz Morier

Antes mesmo que começasse a jornada de apresentações de música, ballet, dança do ventre, hip hop e capoeira da 5ª Mostra Cultural de Artes – O Museu em 12 Tempos, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou a ligação de todas as comunidades do Complexo da Maré à Estação de Tratamento de Esgoto Alegria, detalhou o andamento das obras de construção de três píeres e ainda doou 110 computadores para que 11 instituições da região montem telecentros comunitários.


O evento cultural deste sábado (19/10) selou a parceria entre o Museu da Maré e a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA). Com o início das obras de dragagem do Canal do Fundão, na Zona Norte do Rio, a Superintendência de Educação Ambiental da SEA criou o DaMaré, projeto que leva a jovens das comunidades da região debates e oficinas socioambientais e culturais. Já passaram pela iniciativa cerca de 2.000 alunos.
“Nossa ação no Complexo da Maré começou mais sistematicamente em 2008 com as obras de dragagem. Incorporamos mão de obra local na intervenção, dragamos 5 milhões de m³ de sedimentos, plantamos 200 mil mudas de manguezal e ligamos a Ilha do Fundão à Estação de Tratamento de Esgoto Alegria. A dragagem propiciou a volta da operação do estaleiro Inhaúma, fechado há cinco anos por assoreamento, que hoje emprega 2.800 trabalhadores. Em 2010, entramos com as oficinas de socioambiental”, disse Minc.
Segundo a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, o objetivo central do projeto DaMaré é fortalecer a comunidade por meio de ações socioambientais e culturais e do diálogo com as lideranças locais.
“Em três anos, foram ministradas 70 oficinas, pelas quais passaram 2.000 alunos, e formados monitores ambientais que atuam nas 17 comunidades que compõe o complexo de favelas da Maré. Tudo é feito com a participação dos moradores.”, explicou Lara, lembrando que as sugestões dos pescadores foram absorvidas no projeto de construção dos três píeres, que serão utilizados principalmente por pescadores da região.
A doação de 110 computadores para telecentros comunitários foi um dos momentos altos da festa. Montados por alunos do projeto de reciclagem de computadores Fábrica Verde, da Superintendência de Território e Cidadania da SEA, as máquinas serão distribuídos entre 11 instituições sem fins lucrativos, para atender gratuitamente à comunidade.
Foto por Luiz Morier
“Nossa superintendência foi criada para atuar em comunidades pacificadas, para fortalecer a ocupação social depois da entrada das forças pacificadoras. Mas a ideia é que nossos cursos atendam a todas as comunidades do Rio, afinal, as políticas públicas têm de chegar a todos os lugares, onde tem gente que precisa, mesmo antes da pacificação”, afirmou a superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich.

Um dos diretores da Associação dos Moradores e Amigos do Conjunto Esperança, Sr. Waldir agradeceu a doação, explicando aos pais e mães de alunos das oficinas do projeto DaMaré que os telecentros vão contribuir  com a formação educacional das crianças das comunidades do complexo.
O Museu da Maré é uma instituição vinculada ao Centro de Estudo e Ação Solidária da Maré (Ceasm). Primeiro museu de favelas do mundo, foi criado em 2006 por moradores que, cansados de aparecer somente em páginas policiais, decidiram contar sua história e resgatar sua autoestima.
“O Museu da Maré conta parte da memória da cidade do Rio, pois seus primeiros moradores, que vieram do Nordeste em paus de arara, quando aqui chegaram se empregaram na construção civil e participaram de obras que estruturaram esta cidade, como a que construiu a Av. Brasil. Dialogar com a educação ambiental, cultura e esporte é pensar no futuro dos nossos jovens”, afirmou o presidente do Museu da Maré, Antônio Carlos Pinto Vieira; conhecido como Carlinhos.
A moradora da Baixa do Sapateiro Ana Lúcia aproveitou a ocasião para pedir a continuidade do projeto DaMaré: “Em comunidade não tem muito para jovens e crianças fazerem. Estes cursos não podem parar. Sei que a minha filha será uma bailarina no futuro”.
Ana Lúcia saiu aliviada, pois o secretário Carlos Minc se comprometeu em dar sequência ao projeto: “Atuamos na linha da ecologia humana. Linha que dialoga com diferentes áreas e inclui o ser humano na agenda de ações. O DaMaré é um bom exemplo disso”.

19 de outubro de 2013

Enem e sua relação com o morador da Maré

Por Thaís Cavalcante

A 15º edição do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) será realizada nos dias 26 e 27 de Outubro de 2013. É um exame individual que acontece em todo o Brasil, com o objetivo de avaliar os conhecimentos dos alunos que estão concluindo, ou que já concluíram o ensino médio. As 51 Universidades Federais que aderiram ao Enem destinam 30% das vagas para cotistas do gênero: estudante de escola pública, um número maior que o previsto pela lei.  

O Complexo da Maré foi um dos primeiros conjuntos de favelas a ter um curso pré-vestibular. Um grande exemplo de iniciativa é o Ceasm (Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré), que a mais de 13 anos capacita moradores, proporcionando mais de 900 aprovados para fazer o ensino superior em universidades públicas (em caráter de bolsista integral). O CPV (Curso Pré-Vestibular), como é conhecido por todos da comunidade, conta com o coordenador e professor Antônio Carlos.

Além do Enem, há o SISU (Sistema de Seleção Unificada) que traz a oportunidade de estudantes obterem vagas em faculdades particulares com bolsa integral. E assim cada vez mais cresce a oportunidade de jovens da Maré ingressarem na universidade sonhada. É o caso da estudante Lidia Félix, de 23 anos, moradora da Av. Bento Ribeiro Dantas, na Maré: “As pessoas que passaram pelo Pré me ajudaram muito, sobretudo nas matérias de humanas e na minha formação política. Tentei vestibular 4 anos e atualmente curso Direito na UFF”. A luta pelo sonho de um mareense é contínua e, se é preciso tentar mais de uma vez, o estudante vai persistir até conseguir.

A professora de Inglês Heloisa que trabalha no Ceasm, nos falou um pouco sobre a importância da Ong na vida dela: “O Ceasm é sem dúvida uma ferramenta importante para aqueles que buscam uma oportunidade de alcançar um futuro melhor. Foi através deste espaço que consegui chegar à faculdade e com certeza ele contribuiu para o meu crescimento profissional, cultural e pessoal. Acho que esse espaço é essencial para essa comunidade e gostaria que outros projetos fossem criados para o benefício de mais pessoas.”

18 de outubro de 2013

Mutirão de Grafite na Maré

A expressão através das tintas
Foto e texto: Eliano Félix
Colaboração: Thaís Cavalcante

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Durante os dias 12 e 13 de outubro, sábado e domingo, pelo menos 130 “Crews” (como são chamados os grupos de grafiteiros), realizaram o 3º Mutirão de Grafite da Maré, na Vila do João. Grafiteiros de diversos lugares do Rio de Janeiro puderam expressar sua arte através das tintas e mostraram a criatividade e paixão pela favela. Além da presença de "Crews" da Vila do João, Pinheiros e Nova Holanda, também participaram Belford Roxo, Cajú, Ilha do Governador, São Gonçalo, Irajá, Guadalupe, entre outros. Assim, construíram juntos o mutirão.


Segundo Bone, que é organizador do mutirão, todo ano no mês de outubro, os grafiteiros se reúnem para revitalizar e passar suas mensagens, através do grande muro que contorna a entrada da Vila do João. Sendo propriedade de uma empresa de contêineres (que são aquelas caixas grandes, de ferro, transportadas por caminhões e navios), foi proposto uma parceria, onde a empresa cede o muro, e os artistas com tema livre, tem a liberdade para se manifestarem artisticamente.


De acordo com o blog “Artimpacto”, o grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.

Você sabia que a história do grafite vem da época das cavernas? Ficou interessado, quer saber mais? Acesse aqui  http://artimpacto.wordpress.com/a-historia-do-grafite/

14 de outubro de 2013

2° festival de pipas do Jacarezinho

O 2º Festival de Pipa Consciente foi realizado dia 12 de Outubro, na Escola Municipal Professor Renato Azzolini e comemora o encerramento do “Projeto Pipa Consciente”, idealizado pela professora de Educação Física, Renata Fonseca com auxílio do professor de Educação Física, Adilson Orlandini Filho; da diretora Isabel Cristina Cândido Melo, da coordenadora pedagógica Maria Luciana Stati de Oliveira, professores e funcionários da escola.
O projeto leva em consideração o fato de que em Jacarezinho a pipa é um dos brinquedos mais populares, sendo utilizada por pessoas de ambos os sexos e de todas as idades e que, normalmente, quem gosta de soltar pipa não utiliza locais apropriados para essa prática, diversos pipeiros acabam brincando nas ruas, avenidas e praças, em meio às redes de telefonia e próximo aos fios de alta tensão e também com o uso indevido de cerol. Dessa maneira, nasceu a ideia da realização do “Projeto Pipa Consciente” para utilizar essa brincadeira como uma atividade lúdica de socialização e conscientização.
Foto por Ratão Diniz

O Festival foi precedido por um trabalho pedagógico interdisciplinar sobre o tema, abordando de forma educativa uma das diversões mais praticadas pelas crianças, “Empinar Pipa”, com objetivo de comemorar e vivenciar as experiências durante as aulas, conscientizando os alunos sobre o uso seguro do brinquedo, formando cidadãos críticos, participativos do processo social e conscientes de seus direitos e deveres na sociedade, com base no respeito mútuo. Foi precedido também da participação importantíssima do soldado Alves do Corpo de Bombeiros que palestrou sobre o uso consciente da pipa.
O 2° Festival de Pipa Consciente teve a participação dos alunos de 4° e 5° anos que confeccionaram suas pipas na escola com o auxílio dos professores. A soltura foi feita nas mediações da escola, ocorrendo premiações. Foram dadas medalhas para todos os participantes e brindes para a pipa que subiu mais rápido, a que voou mais alto e a que fez mais manobras.



Este projeto, por meio da brincadeira, criou um ambiente agradável de estímulo para o aprendizado e conscientização formando alunos multiplicadores de informação.

11 de outubro de 2013

Favela conectada: Complexo do Alemão tem a primeira feira do Brasil com internet grátis em alta velocidade

Por Rene Silva

Em parceria do “Turismo no Alemão” com a “Feira Solidária” entrou em teste hoje na feira da Estação Palmeiras do teleférico, o sistema de internet gratuita para os moradores e frequentadores do Complexo do Alemão.

- Em parceria com articuladores locais, estamos avançando – publicou hoje a noite o perfil Complexo do Alemão no faceboook (https://www.facebook.com/complexoalemao) que é administrador por Mariluce e Kleber, moradores da comunidade e criadores da agência de turismo do Complexo do Alemão que recebe turistas diariamente.
- O empresario e sócio da Mundo Mix Internet, Alessandro Ferreira, foi desafiado a colocar internet Wireless que atingisse toda a extensão na Estação Palmeiras, ele não só aceitou mas cumpriu com a proposta. A Feira Solidaria, torna-se agora a primeira Feira do Brasil a ter internet de alta velocidade para todos os seus clientes. Nós da Turismo no Alemão também colocamos para os nossos Turistas o acesso inteiramente grátis – afirma Mariluce Souza, criadora do projeto com o marido Kleber.
Através da parceria com a Associação de Moradores, os moradores e os clientes dos quiosques (que são de propriedade de moradores das Palmeiras) também terão livre acesso. Essa é uma iniciativa sem nenhum vinculo politico e especulativo.
O único objetivo é trazer uma internet de qualidade e livre às pessoas que nos visitam, postarem suas fotos e tomarem conhecimento que Favela é muito mais. O acesso dessa internet se dá através de uma senha que é disponibilizada na Feira Solidaria nos quiosques.

Ferreira, que conta com pouco mais de 5 mil assinantes em toda comunidade, e como parte social da sua empresa, já deixou a internet liberada para moradores da Praça do Cruzeiro.

10 de outubro de 2013

A MARÉ SEM PRECONCEITO

Foto por Renata Guilherme
Por Eliano Félix e Thaís Cavalcante

Aconteceu nesse domingo, dia 06 de outubro, na Vila do João e Conjunto Pinheiros, a 5a edição da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuias e Transgêneros) da Maré. Num dia ensolarado, a concentração aconteceu às 14 horas, na passarela 06 da Avenida Brasil. Com o tema “Maré sem Preconceito”, e na presença de mais de 10 mil pessoas, segundo a organização, num momento de orgulho e luta por direitos, o evento contou com diversas atrações, simpatizantes, convidados, dois trios elétricos e show de pagode. Marcaram presença também os artistas David Brazil, padrinho do evento na Maré , e Suzy Brasil, num desfile que contou com muito sorrisos, depoimentos, danças, fotos e glamour.

O Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bixessuais e Transexuais) teve cores que trouxe a Parada alegria e muito festejo. Com bandeiras coloridas por muitas ruas da Maré e carros de som que eram seguidos por todos, mostraram a força e o apoio de todos os gays à aqueles que tem sua condição sexual fora do padrão conservador. Músicas pops, eletrodance e o conhecido funk, deram trilha sonora a essa Parada Gay que, se mostra anualmente e quer viver sem preconceito dentro e fora de sua favela.
Foto por Renata Guilherme
Com o intuito de manter informado e seguro aqueles que tem uma vida sexualmente ativa, agentes dos postos de saúde da Vila do João e Gustavo Capanema (Pinheiros), participaram também, com serviços e orientações de saúde, como: Distribuição de kit escovação (Escova; Fio Dental e Crema Dental); Distribuição de preservativos Feminino e Masculino; folhetos de prevenção a AIDS,  além de orientação sobre a Sífilis e demais doenças sexualmente transmissíveis.

Foto por Renata Guilherme
Segundo Betto Duarti, organizador do evento, a Parada Gay da Maré foi a primeira no Brasil a ser realizada dentro de uma favela, depois vieram Rocinha, Acari e Nova Holanda. “A primeira fizemos dentro da garagem da Real (empresa de ônibus), com um trio elétrico somente, fazendo “vaquinha” com os moradores pra pagar o trio, sem apoio ou patrocínio de ninguém, mas em torno de uma hora do nosso evento, já tinham 800 pessoas.” Com o passar dos anos, e com a ajuda de muitos amigos, a parada gay foi tomando uma proporção muito grande, afirma Betto.


Além de frequentadores da Maré, pessoas de diversos lugares do Rio vem participar e assistir o desfile das coloridas fantasias, e a diversão característica da comunidade GLBT. É o caso de Cícero Thiago, ex morador da Maré, e funcionário de uma grande loja do setor de utilidades do lar. Participa desde o início da Parada Gay da Maré, é conhecido por todos como a “Gaga da Maré”, em homenagem a sua diva (como ele mesmo diz), Lady Gaga. Com criatividade para preparar uma maquiagem alegre, conta que suas roupas são artesanais e seu cabelo loiro muda de acordo com sua escolha. "Na uruguaiana encontro os acessórios ideais e mais baratos."
Foto por Renata Guilherme
O evento também movimenta a economia da região. Bares, lanchonetes e restaurantes, que se localizam no percurso dos trios elétricos ficam cheios, além dos ambulantes, que aproveitam a movimentação pra defender um trocado, montando barracas com vestuário, bebidas e comidas como a tradicional dupla churrasquinho-cerveja.

No final do percurso, todos se reuniram em frente ao palco, na Vila dos Pinheiros, para show de transformistas e do grupo de pagode No Lance.

Acesse nosso novo site: http://jornalocidadao.net/

3 de outubro de 2013

Oficina de Técnicas de Jornalismo Digital

Por Thaís Cavalcante


Dia 03 de Outubro (quinta-feira) as 14h, aconteceu no Ceasm uma Oficina sobre Técnicas de Jornalismo Digital. Que foi criada e realizada por duas alemãs, Kristin Cmc e Gheorgyana Bui, através do Projeto Arte Media Maré. Para participar, não precisou de inscrição e era aberto a moradores de todo o Complexo da Maré.

A Oficina de Jornalismo Digital se iniciou com a apresentação de mídias famosas da Alemanha que, depois foram relacionadas as mídias comerciais do Brasil. A comunicação alternativa foi citada por todos, como a melhor forma de interagir e informar aquela maioria que não é representada, principalmente pela televisão.

O conceito de mídia digital também foi formado pelos alunos presentes que, de algum modo são ligados a comunicação comunitária e popular. Vários significados semelhantes sobre "O que é Jornalismo Digital" se uniram em um cartaz, durante a oficina. Foi falado também sobre o papel do jornalista de interagir com o leitor, a partir do seu texto e de comentários publicados.

Divulgação, atualização, conexão rápida e fácil acesso. Esses são os pontos positivos que o Jornalismo Digital dispõe para utilização daqueles que podem e sabem aproveitar o mundo virtual.
Como exemplo de Comunicação Popular, o Jornal O Cidadão foi citado no final da Oficina de Jornalismo. Seus 14 anos de luta popular, superou o modo como é visto a Maré e outras favelas. Caracteriza uma verdadeira identidade local para os moradores que vivem diariamente essa realidade.

Na próxima quinta-feira (dia 10/10) as 14h acontecerá no Ceasm a 2º parte da Oficina de Técnicas de Jornalismo Digital. Todos são convidados a participar desta bela troca de aprendizagem que o Projeto Arte Media Maré está nos proporcionando!

Conheça mais o Projeto nos links abaixo:
https://www.facebook.com/artmediamare
http://vimeo.com/72098283

29 de setembro de 2013

Fórum do Museu da Maré

Por Thaís Cavalcante
Colaboração Eliano Félix

Por Thaís Cavalcante
O Fórum do Museu da Maré começou as 15h do dia 27 de Setembro. Além da Equipe de Arquivologia do Museu da República,  20 pessoas estiveram presentes. Inclusive estudantes Jovens Talentos da Faperj. Carlinhos, coordenador do Museu da Maré e Mário Chagas, professor de Museologia da UNIRIO e Museólogo do Museu da República falaram sobre a história de Canudos, parcerias e futuras exposições na Favela da Maré.

Por Thaís Cavalcante

Conhecendo a proposta de exposição temporária "Canudos, memórias do mundo"

O Museu da República tem o acervo original da Guerra de Canudos. Que se passou em uma cidade, um arraial, existente no final do séc XIX no sertão da Bahia. O arraial tinha liderança  especial, Antônio Conselheiro. Depois da Proclamação da República, esse arraial teve um rápido crescimento no interior da Bahia. Instantaneamente passou a ser uma ameaça a República que havia acabado de se instalar. Acusavam de anarquismo, que estariam preparando um movimento de rebeldia contra a República etc.O exército mandou a 1º e 2º expedição, e foi derrotado. Na 3º, eles venceram Canudos e um fotógrafo registrou tudo.
Por Renata Guilherme
O Museu tem o acervo original desta última expedição, 68 fotos do Flávio de Barros. Em 2012, foi feita uma exposição no Museu da República chamada "Canudos, memórias do mundo" e a proposta é que essa exposição esteja ainda este ano no Museu da Maré. Com a ideia da memória vitoriosa de Canudos, a história de resistência, não só a guerra em si. Será a primeira vez que as fotografias de Canudos estarão em um Museu na favela. A exposição acontecerá em Novembro com a duração de um mês.
Durante as falas de Mário Chagas, podemos descobrir que, possivelmente, Dona Orozina, considerada a primeira moradora da Maré, viveu antes no Morro da Providência, depois veio para a Maré. Portanto, existe uma ligação entre a Maré, Providência e Canudos. Daí a importância maior ainda da exposição Canudos para a Maré.

Por Renata Guilherme
No dia 27 de Setembro foi comemorado o dia de "São Cosme e São Damião", e no final do Fórum todos puderam se deliciar com uma variedade de doces. Também foram distribuídos para crianças da Maré.

Por Thaís Cavalcante
Há uma parceria do Museu da República com o Museu da Maré, de quase 10 anos. Acompanhe abaixo as propostas de interação dos Museus nos próximos meses:
  • Exposição que Comemora os 70 anos da Consolidação das Leis Trabalhistas
  • Dia 15/10 no Museu da República
  • Proposta ECOMUSEU Mega Vilma - Seminário "Consciência Negra"
  • Dia 18 e 19 de Outubro no Museu da Maré
  • Proposta de Exposição "Memórias da Maré" (sem data prévia)
  • Proposta de Exposição "Canudos, memórias do mundo" - Novembro no Museu da Maré
                                          ENDEREÇO E CONTATO                                                    

MUSEU DA MARÉ
Av. Guilherme Maxwell, 26 - Maré , Rio de Janeiro
Contato: 21 3868-6748‎

MUSEU DA REPÚBLICA
Rua do Catete, 153 - Catete, Rio de Janeiro
Contato: 21 3235 3693

28 de setembro de 2013

1ª Marcha das Vadias em Niterói

Foto e texto por Tati Alvarenga, aluna do II Curso de Comunicação Comunitária 2013


Nesta quinta feira (26) foi a vez de Niterói servir de sede para O Movimento feminista Marcha das Vadias. O município foi escolhido por registrar aumento alarmante de casos de violência sexual contra mulheres. O nome impactante foi em decorrência de estupros em uma Universidade em Toronto no Canadá no ano de 2011. Mas após um policial declarar “se as mulheres evitassem se vestir como vadias elas não seriam estupradas”, universitárias de diversos países se uniram em prol da liberdade de expressão da mulher, “não é roupa que usamos que demonstra o nosso caráter” conta Patrícia Santiago uma das organizadoras do evento.


O protesto foi tranqüilo sem registro de violência e seguiu as 18:00 da Cantareira em direção a Prefeitura de Niterói. Nenhum representante da prefeitura atendeu as manifestantes, que permanecerão por cerca de 40 minutos a frente do prédio, sempre cantando, dançando, e expondo ponto de visto sobre o caso. Confira as principais reivindicações das feministas:
  “Chega de violência contra a mulher!"  "Contra o machismo, o racismo, a homofobia e a transfobia."  "Chega de assédio sexual no transporte."  "Mais verba para saúde!"  "Contra a repressão! Queremos proteção! Mais DEAMs!"  "Por uma educação não sexista."  "Rodrigo Neves, lugar de mulher é também no orçamento!"

26 de setembro de 2013

Sarau de ideias

Dando continuidade aos encaminhamentos do encontro realizado no Morro do Timbáu, domingo dia 15 de setembro, para discutir sobre a entrada da UPP no complexo da Maré.
Neste sábado, 28 de setembro, será realizado um “Sarau de Ideias”, com objetivo de conversar sobre ações diretas de resistência e organização popular.
Venham todos e todas, que querem um basta de violência!


Curso "Como Funciona a sociedade"

Nos dias 28 e 29 de setembro, acontecerá o curso "Como Funciona a sociedade", na Maré. A iniciativa é uma parceria do movimento Favela Não Se Cala e o Jornal O Cidadão.
O curso básico de formação política tem como objetivo explicar a lógica do capitalismo. Ensinando como é o sistema de exploração que envolve a força do trabalho, a mercadoria e o salário.
A inscrição é gratuita e as vagas serão oferecidas, preferencialmente, aos moradores da Maré. Para fazer a inscrição é necessário enviar um email para favelanaosecala@gmail.com.
Serviço Curso: COMO FUNCIONA A SOCIEDADE - I Data: 28 e 29 de setembro (sábado e domingo) Horário: 9h às 17h30 Professores: Monitores do “13 de Maio” Local: CEASM (Praça dos Caetés, nº 7, Morro do Timbau, Maré)


Encontro sobre UPP na Maré

No domingo, 15 de setembro, aconteceu na Maré o encontro “UPP nos olhos dos outros é refresco”. O encontro foi promovido pelo movimento social Favela Não Se Cala e teve como objetivo trazer informações aos moradores sobre o que está por trás da falsa “pacificação”. Moradores de outras favelas militarizadas deram depoimentos e tiraram as dúvidas dos moradores da Maré, que aguardam a instalação da UPP.
No vídeo, a militante Deize Caravalho, do Núcleo de Mães Vítimas de Violência do Estado, e moradora do Cantagalo, fala sobre abusos sexuais cometidos por policiais da UPP.

Píer à vista!

Após 7 anos de luta, colônia de pescadores da Maré

veêm cais mais próximo.

Texto e foto por Eliano Félix.

Nesta quinta-feira, 26 de setembro, às 10:30h, no Museu da Maré, representantes da SEA (Secretaria de Estado do Ambiente), FECAM (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano), UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e engenheiros da W. Náutica e Fleming Construtora (Empresas ganhadoras da licitação), se reuniram com representantes das Colônias de Pescadores da Maré (Reinaldo: Parque União/ Edson e Valcir: Vila dos Pinheiros e Beto: Vila Residencial, Fundão).
Nessa reunião os pescadores receberam a notícia de que a construção dos píeres, antiga reivindicação do grupo, se iniciará no dia 04 de outubro, com término em dezembro de 2013.

Por questões técnicas, ficou acordado que as obras iniciarão no Parque União, posteriormente será montado o píer da Vila dos Pinheiros e, por fim, na Vila Residencial, no Fundão.

Lara Moutinho, Superintendente de Educação Ambiental do estado, lembrou que, serão realizadas visitas, por parte dos pescadores, ao galpão de corte dos cais, e ainda, nas visitas técnicas, realizada pelos engenheiros, serão levantadas as demandas específicas de cada colônia, com ajuste do projeto licitado para serem analizadas pela SEA/SEAM e UERJ.


O engenheiro Walter Lima, representante da W. Náutica, empresa responsável pela construção dos píeres, se comprometeu a entregar, ao final da obra, um kit de manutenção dos píeres e um documento com orientação de tráfego, para que a navegação possa ser mais organizada, preservando assim, tanto as embarcações quanto o próprio píer.
Após anos de espera, os pescadores da Maré agora, aguardam a conclusão das obras, para enfim, terem uma maré navegável novamente.

*Acompanhe no blog Jornal O Cidadão Online notícias sobre o andamento e conclusão das obras dos píeres*

25 de setembro de 2013

Exposição os primeiros vidros da Maré

Em parceria com o Ateliê de vidros Espaço Zero, o Museu da Maré realizou várias oficinas com a comunidade em agosto! Onde os moradores puderam derreter, assoprar e moldar objetos de vidro.

Para finalizar a primeira etapa desse projeto, o Museu realizará a exposição OS PRIMEIROS VIDROS DA MARÉ no dia 27 de setembro às 17:30 horas. As peças produzidas por moradores de várias idades, surpreenderão a todos pela beleza das formas e cores.

*A exposição ficará aberta à visitação até 11 de outubro.

24 de setembro de 2013